UERJ e CEFET/RJ convertem Kombi para funcionar com motor elétrico e bateria
WEG e SATURNIA são patrocinadores do projeto, que tem apoio da ABVE
10/07/2007 - Bruna Dias

Além disso, haverá um controle de inversor para controlar a velocidade. A velocidade máxima em pista horizontal não deverá ultrapassar a 80 km/h e será
alcançada partindo do estado de repouso de forma suave, considerando de 0 a
50 km/h em 14s. A velocidade cruzeiro esperada é de 50 km/hora. Os detalhes sobre a bateria ainda não foram definidos, mas a previsão é de que, a cada recarga, ela garanta ao veículo uma autonomia de 70km.
“Até onde tenho conhecimento, esta é a primeira vez que se realiza uma conversão de veículo convencional utilizando motor elétrico de corrente alternada. O mais comum é ser feito com motor de corrente contínua”, afirmou Luiz Artur Pecorelli Peres, professor da UERJ.
A conversão do veículo está prevista terminar em setembro deste ano, quando participará da exposição no evento VE 2007, no Rio de Janeiro, realizado pela ABVE - Associação Brasileira do Veículo Elétrico e pelo INEE – Instituto Nacional de Eficiência Energética nos dias 25 e 26 de outubro e também na EXPOTEC RIO’2007, no mesmo mês.
Dentre os patrocinadores do projeto está a WEG Equipamentos Elétricos S. A., a maior fabricante de motores elétricos da América Latina e uma das mais importantes do mundo, que fornecerá o motor elétrico, o inversor, a pintura da Kombi e o suporte técnico para a adequação dos componentes. Outra empresa patrocinadora é a Saturnia Sistemas de Energia LTDA, que ofereceu as baterias para o veículo elétrico. O projeto conta ainda com o apoio da ABVE, que inclui a divulgação e busca de patrocínio.
A distância geográfica entre entidades que realizam o projeto tem sido uma das dificuldades do projeto
Para Pecorelli, algumas das grandes dificuldades na realização do projeto foram as buscas por apoios e patrocínios, além da distância entre as diversas entidades que estão desenvolvendo o programa.
“O Laboratório de Sistemas de Propulsão Veicular e Fontes Eletroquímicas da UERJ fica em São Cristóvão e o núcleo automotivo do CEFET-RJ está em Maria da Graça. As distâncias são ainda maiores quando se trata dos patrocinadores. A WEG está em Santa Catarina e a SATURNIA em São Paulo”, afirmou o professor.
O grupo montado por alunos e professores do CEFET-RJ ficou encarregado da preparação do veículo para a conversão, como a recuperação da estrutura, retirada dos componentes que não serão utilizados após a conversão, montagem do novo sistema e do licenciamento do veiculo (leia Entidades discutem procedimentos para registro de veículo elétrico junto ao DETRAN).
Para a equipe do GRUVE/UERJ coube a análise de desempenho visando adequar o dimensionamento dos novos componentes, os contatos com patrocinadores para o seu fornecimento e os procedimentos de testes.
Proposta inicial era somente de recuperar a estrutura física do veículo
De acordo com Washington da Costa, professor do CEFET-RJ, a iniciativa começou simplesmente com a pretensão de que a Kombi fosse estruturalmente recuperada pelos alunos do curso técnico de Automobilística da instituição, sem nenhuma perspectiva de alterar o funcionamento do motor.
“Posteriormente, verificamos que a Kombi poderia ser utilizada para desenvolvimento de um projeto de conversão de veiculo a combustão interna para tração elétrica e decidimos mudar o rumo do projeto inicial”, explicou Washington.
A nova Kombi com motor elétrico à bateria será utilizada, dentre outras coisas, para transporte de pessoas e cargas entre as duas instituições organizadoras do projeto, bem como em exposições, desfiles e mostras educativas.
Para Pecorelli e Washington, a iniciativa também é importante já que poderá incentivar novas pesquisas na tecnologia de conversão de veículos convencionais para elétricos, além de apontar benefícios energéticos e ambientais.
“É importante porque podem surgir outras iniciativas que aprimorem o que nós estamos fazendo. O maior retorno é saber também que pessoas estão se preocupando com questões do meio ambiente”, garantiu Pecorelli.
WEG e SATURNIA são patrocinadores do projeto, que tem apoio da ABVE
10/07/2007 - Bruna Dias
A partir de uma parceria entre o Núcleo de Tecnologia Automobilística do CEFET/RJ - Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca – unidade Maria da Graça e o Grupo de Estudos de Veículos Elétricos - GRUVE da Faculdade de Engenharia da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro está sendo desenvolvido um projeto de conversão de uma Kombi, modelo 82, de combustão interna para tração elétrica à bateria.
Para realizar a conversão, serão trocados alguns componentes do veículo. O motor, que anteriormente era a combustão interna, será um motor elétrico e o tanque de gasolina será trocado pelo banco de bateria.
“Até onde tenho conhecimento, esta é a primeira vez que se realiza uma conversão de veículo convencional utilizando motor elétrico de corrente alternada. O mais comum é ser feito com motor de corrente contínua”, afirmou Luiz Artur Pecorelli Peres, professor da UERJ.
A conversão do veículo está prevista terminar em setembro deste ano, quando participará da exposição no evento VE 2007, no Rio de Janeiro, realizado pela ABVE - Associação Brasileira do Veículo Elétrico e pelo INEE – Instituto Nacional de Eficiência Energética nos dias 25 e 26 de outubro e também na EXPOTEC RIO’2007, no mesmo mês.
Dentre os patrocinadores do projeto está a WEG Equipamentos Elétricos S. A., a maior fabricante de motores elétricos da América Latina e uma das mais importantes do mundo, que fornecerá o motor elétrico, o inversor, a pintura da Kombi e o suporte técnico para a adequação dos componentes. Outra empresa patrocinadora é a Saturnia Sistemas de Energia LTDA, que ofereceu as baterias para o veículo elétrico. O projeto conta ainda com o apoio da ABVE, que inclui a divulgação e busca de patrocínio.
A distância geográfica entre entidades que realizam o projeto tem sido uma das dificuldades do projeto
Para Pecorelli, algumas das grandes dificuldades na realização do projeto foram as buscas por apoios e patrocínios, além da distância entre as diversas entidades que estão desenvolvendo o programa.
“O Laboratório de Sistemas de Propulsão Veicular e Fontes Eletroquímicas da UERJ fica em São Cristóvão e o núcleo automotivo do CEFET-RJ está em Maria da Graça. As distâncias são ainda maiores quando se trata dos patrocinadores. A WEG está em Santa Catarina e a SATURNIA em São Paulo”, afirmou o professor.
O grupo montado por alunos e professores do CEFET-RJ ficou encarregado da preparação do veículo para a conversão, como a recuperação da estrutura, retirada dos componentes que não serão utilizados após a conversão, montagem do novo sistema e do licenciamento do veiculo (leia Entidades discutem procedimentos para registro de veículo elétrico junto ao DETRAN).
Para a equipe do GRUVE/UERJ coube a análise de desempenho visando adequar o dimensionamento dos novos componentes, os contatos com patrocinadores para o seu fornecimento e os procedimentos de testes.
Proposta inicial era somente de recuperar a estrutura física do veículo
De acordo com Washington da Costa, professor do CEFET-RJ, a iniciativa começou simplesmente com a pretensão de que a Kombi fosse estruturalmente recuperada pelos alunos do curso técnico de Automobilística da instituição, sem nenhuma perspectiva de alterar o funcionamento do motor.
“Posteriormente, verificamos que a Kombi poderia ser utilizada para desenvolvimento de um projeto de conversão de veiculo a combustão interna para tração elétrica e decidimos mudar o rumo do projeto inicial”, explicou Washington.
A nova Kombi com motor elétrico à bateria será utilizada, dentre outras coisas, para transporte de pessoas e cargas entre as duas instituições organizadoras do projeto, bem como em exposições, desfiles e mostras educativas.
Para Pecorelli e Washington, a iniciativa também é importante já que poderá incentivar novas pesquisas na tecnologia de conversão de veículos convencionais para elétricos, além de apontar benefícios energéticos e ambientais.
“É importante porque podem surgir outras iniciativas que aprimorem o que nós estamos fazendo. O maior retorno é saber também que pessoas estão se preocupando com questões do meio ambiente”, garantiu Pecorelli.



