Notícia

02/03/2017

Automóveis autônomos e elétricos, mobilidade, conectividade e análise de dados são as principais tendências na indústria automotiva brasileira até 2025 De acordo com a pesquisa global com os executivos do setor automotivo (Global Automotive Executive Survey), produzida pela KPMG, os automóveis autônomos (73%), veículos elétricos híbridos (69%), veículos elétricos a bateria (62%), e mobilidade / car sharing (69%) são as principais tendências da indústria automotiva até 2025 no Brasil. Ao compararmos as respostas brasileiras com seus pares globais, a maioria dos quase mil executivos dos 42 países pesquisados considera os veículos elétricos a bateria (50%) como a tendência número um (em comparação com a nona posição em 2015). “Em uma visão geral, podemos dizer que os executivos brasileiros se posicionam de maneira vanguardista frente às inovações tecnológicas e transformações no modelo de negócio que estão permeando os próximos anos da indústria. Isso é facilmente percebido ao analisar o grande número de respostas positivas frente a temas como conectividade e digitalização (62%) e criação de valor através de big data (58%), por exemplo”, analisa o diretor da KPMG no Brasil para o setor automotivo, Ricardo Bacellar. A pesquisa também aponta que 76% dos entrevistados em nível global concordam plena ou parcialmente que o motor a combustão interna ainda será relevante por um bom tempo devido dificuldades inerentes à implantação de uma ampla rede de recarga para os veículos elétricos. Segundo 78% dos executivos, os veículos elétricos movidos à célula de combustível poderão ser mais bem sucedidos já que o reabastecimento poderá ser realizado em um posto de gasolina tradicional. Ponto de vista dos consumidores Para identificar o ponto de vista dos consumidores sobre o futuro do mercado automotivo, a KPMG também entrevistou 2400 potenciais compradores. Esse levantamento constatou que os futuros critérios de compra serão bastante influenciados pela oferta de produtos e serviços como valor agregado (73%), que as empresas de tecnologia do Vale do Silício vão produzir seus próprios veículos (82%), que as montadoras deverão oferecer recompensas financeiras pelo uso dos dados dos clientes (84%), e que a segurança e privacidade dos dados dos consumidores serão as principais questões a serem consideradas (48%). Veículos autônomos como plataforma para novas linhas de receita da indústria Sessenta e oito por cento dos executivos já percebem que critérios de compra como desempenho, velocidade e funcionalidades benéficas em termos de meio ambiente ou conforto, não determinarão mais a compra de um veículo. Percentual semelhante dos consumidores (60%) concorda plena ou parcialmente que outros fatores serão mais essenciais — o carro conduzido automaticamente os permitirá utilizar seu tempo de trajeto para outras atividades como trabalho, diversão, estudo ou compras, por exemplo. A pesquisa também mostrou que 85% dos executivos acreditam que o ambiente digital dentro do automóvel irá gerar receitas maiores do que a venda propriamente dita. Setenta e um por cento deles concordam que a mensuração da participação de mercado com base em unidades comercializadas deixará de ser relevante e mais de 75% acreditam que um único veículo conectado poderá gerar receitas mais significativas do que dez unidades não conectados. “Os resultados da pesquisa corroboram com o senso comum do mercado de que profundas transformações estão em curso na indústria automotiva, onde temas como revisão do modelo de negócio e da interface com os consumidores, posicionamento das montadoras no novo ecossistema, novas linhas de receita através da oferta de serviços de valor agregado, data analytics, cyber security e digital labor, dentre outros, dominam as discussões estratégicas para os próximos anos”, afirma o executivo da KPMG. Para ter acesso completo à pesquisa, acesse www.kpmg.com/GAES2017 Sobre a KPMG A KPMG é uma rede global de firmas independentes que prestam serviços profissionais de Audit, Tax e Advisory. Estamos presentes em 155 países, com mais de 174.000 profissionais atuando em firmas-membro em todo o mundo. As firmas-membro da rede KPMG são independentes entre si e afiliadas à KPMG International Cooperative (“KPMG International”), uma entidade suíça. Cada firma-membro é uma entidade legal independente e separada e descreve-se como tal. No Brasil, somos aproximadamente 4.000 profissionais distribuídos em 13 Estados e Distrito Federal, 22 cidades e escritórios situados em São Paulo (sede), Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Joinville, Londrina, Manaus, Osasco, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, São Carlos, São José dos Campos e Uberlândia.

Fonte - Segs