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26/02/2017

Incentivo fiscal criado em 2017 premeia apenas mil unidades. Ao ritmo atual, deverá acabar antes do final do ano. A seguir Mais vistas FOTOGALERIA Os líderes mais cruéis da história TURISMO 20 locais menos conhecidos que tem mesmo de visitar em Portugal FOTOGALERIA As 33 imagens mágicas selecionadas para o Sony World Photography Awards 2017 MERCADO IMOBILIÁRIO Michael Jackson. Neverland volta ao mercado com um desconto de 33 milhões FINANÇAS PESSOAIS Poupar nos combustíveis: Conheça oito truques para baixar a fatura As vendas de automóveis elétricos aumentaram 210% em janeiro face ao mês homólogo do ano passado, quando se venderam ao todo 756 carros elétricos, revelam os dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP). A aceleração neste segmento que tem sido menos preferido entre os veículos à base de energias alternativas em Portugal tem tudo a ver com o incentivo do Governo para 2017, defende a Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE). E a este ritmo, os mil cheques de 2.250 euros que o Fundo Ambiental dispõe para a aquisição de automóveis elétricos vão acabar antes do final do ano. “O incentivo vai esgotar rapidamente, visto que é acessível quer a particulares, quer a empresas”, diz Henrique Sanchéz, presidente da UVE. “É pouco, mas é um princípio, e havendo ainda poucos carros elétricos no país [2170 vendidos entre 2000 e janeiro de 2017], sempre contribui para divulgá-los”, acrescenta o entusiasta da mobilidade elétrica, lamentando apenas que o incentivo seja “burocrático, pois era mais simples um desconto no IVA, como sucede lá fora”. A associação defende, ainda, um incentivo a mais veículos elétricos, como os de duas rodas e todas as espécies de híbridos, que ainda são os que mais se vendem. Em janeiro deste ano, venderam-se 400 carros híbridos plug in (+23,8% homólogos) e 326 híbridos convencionais (+37,6% homólogos). Os mais procurados são os híbridos convencionais gasolina/eletricidade, cujo aumento de vendas no mesmo período foi de 86% (262 unidades face a 141 há um ano). E são estes os veículos ligeiros de passageiros com energias alternativas mais vendidos desde o ano 2000: 21890 unidades. Os automóveis elétricos venderam +210% em janeiro deste ano face ao homólogo de 2016 porque se trata ainda de um número baixo: de 31, há um ano, passaram a 96.. “Ainda são números pequenos, mas acredito que as pessoas estão a começar a acordar e a perceber que, mesmo tendo um valor de aquisição mais elevado, vai acabar por compensar”, explica Marcos Lopes, da UVE. O aumento da rede de postos de abastecimento rápido e a remodelação dos convencionais, após cinco anos de abandono e degradação, deverão ajudar “diminuindo a ansiedade da autonomia que ainda preocupa os utilizadores”. No espetro oposto à mobilidade ecológica, em janeiro deste ano, os automóveis diesel venderam +8,6% face ao mês homólogo de 2016 (9745 contra 8973 unidades) e os carros a gasolina venderam +2,8% (4692 comparado a 4562 unidades). “Vai demorar algum tempo, mas não tenho dúvida que a mentalidade vai mudar e o Governo deve dar o empurrão, inclusive ampliando os incentivos a outros veículos ecológicos, ainda que possam não ser 100% elétricos”, remata Henrique Sanchéz.

Fonte - Dinheiro Vivo